ANO PRODUTIVO

Ado Almeida destaca drible nas dificuldades para enaltecer trabalho realizado em 2017

ANO PRODUTIVO

Montagem de grupo, evolução rápida e queda de rendimento são processos que todo o treinador de base deve estar preparado para passar, mas isso não significa que, em meio as inúmeras dificuldades enfrentadas na gestão de um grupo jovem, a calmaria não venha depois da tempestade. É o que tem em mente o técnico Ado Almeida, do time sub-17 do Olímpia. No primeiro ano do clube, ele e sua comissão técnica conseguiram conquistar um título rapidamente, mas foram pegos de surpresa ao deixarem a principal competição do ano muito antes do que planejavam.

Ainda assim, o treinador avaliou positivamente a participação da sua equipe no Campeonato Baiano, onde foi eliminado pelo Vitória, vencedor do torneio. De acordo com Ado, os jogadores precisaram conciliar o aprendizado de fundamentos técnicos e táticos com a disputa de um torneio oficial, onde a pressão é maior do que a habitual, e essa falta de experiência acabou prejudicando.

“Foi um ano produtivo. Começamos a formação da nossa categoria com o trabalho de avaliações. Conseguimos formar uma equipe no primeiro semestre, aonde já tínhamos uma competição no sul da Bahia à vista. Conquistamos o título, mas foi complicado. Os jogadores que chegavam no Olímpia tinham deficiências, seja de ordem tática ou técnica, e nós tivemos que trabalhar toda essa parte com calma. Quando retornamos para Lauro de Freitas, onde começamos a preparar a equipe para o Campeonato Baiano, as coisas começaram a evoluir. Os trabalhos começaram a surtir efeito, mas foi bem árduo, pois eram jogadores de projeto, que não tinham rodagem, experiência de competição. Eram jogadores para serem trabalhados, então a gente precisou focar nisso”, explicou.

“A gente sabia que teria dificuldades na adaptação dos jogadores. Por nunca terem disputado competições oficiais, não estavam acostumados com a cobrança, que nas divisões de base é completamente diferente e isso termina afetando o desempenho deles. Tivemos jogadores que caíram consideravelmente de rendimento depois que nós aumentamos a cobrança, mas isso acontece para o bem deles mesmos, para continuarem evoluindo técnica e psicologicamente. Quando nos classificamos para a segunda fase, sabíamos que encontraríamos um adversário complicado, mas que tínhamos condição, sim, de passar de fase. Alguns erros individuais terminaram prejudicando. Foram dois jogos, que quem acompanhou, viu que não nos demos por vencido em momento algum. Não fomos covardes, perdemos buscando sempre o resultado”, acrescentou.

O treinador ainda salientou as dificuldades encontradas no processo de encaixe da equipe, mas viu o futuro com bons olhos, destacando que com o entendimento dos seus pupilos sobre a sua filosofia de trabalho, a tendência é só uma: o crescimento.

“Nossa maior dificuldade foi ajustar o time diante das limitações que tínhamos, tanto desportivamente, quanto estruturalmente. O processo para o jogador assimilar determinadas questões, como a mudança constante de campos de treinamento, é demorado. Assimilar terrenos diferentes, tamanhos diferentes. E mesmo assim, com as dificuldades, eles conseguiram colocar em prática os trabalhos que eu e a minha comissão montamos. Passamos para eles que era um começo de projeto e eles entenderam bem isso. Então, com certeza, 2018 será um ano melhor para a gente”, previu.

Ado e Márcio Miranda, técnico da equipe infantil

Por fim, Ado Almeida explicou as mudanças que estão previstas no seu elenco com a virada do ano e comemorou a chegada de alguns atletas já conhecidos, qualificando ainda mais o grupo para minimizar os erros cometidos em 2017. Segundo o treinador, os jogadores terão seus potenciais muito mais explorados após a experiência adquirida neste ano é isso facilitará o trabalho na busca por resultados expressivos.

“A transição dos jogadores do sub-15 para o sub-17 é muito importante. Já não vamos ter tanta dificuldade na montagem dos times. Venho acompanhando junto ao Léo (preparador físico), o Gessé (preparador de goleiros) e o Mário (auxiliar), conversando muito com o Márcio (técnico do infantil), e todos os jogadores que pensávamos, que tínhamos em mente, foram promovidos para a categoria juvenil. Agora é aguardar para ver o desempenho. A gente sabe que vão ter mais oportunidades, por já conhecermos. Acredito que vamos ter um sub-17 bem diferente. Um time mais experiente, mais rodado, graças a experiência que eles tiveram no infantil. Agora vamos trabalhar para o Olímpia mostrar sua verdadeira cara”, finalizou.